Jornadas Prolongadas de Plantões: Consequências e solução

Já é sabido que jornadas prolongadas com plantões noturnos podem levar a queda desempenho dos médicos, consequentemente aumentando a dificuldade para executar bem as tarefas a serem realizadas. Essas jornadas prolongadas vão além do ambiente hospitalar, afetando também a vida pessoal do médico plantonista, já que tais regimes afetam significativamente o estado de humor, afeto, atitude e até mesmo aumentam as complicações gastrointestinais.

Mesmo se levarmos em conta a individualidade de cada médico plantonista — alguns toleram melhor esses regimes, enquanto outros têm maior sensibilidade — é evidente o esgotamento causado por plantões com longas jornadas. Alguns efeitos ainda podem ser imperceptíveis ao indivíduo se houver plantões acumulados com pouca abertura para recuperação.

No Brasil, apesar da grande variedade de regimes de plantões médicos, o mais usual são os turnos de 24 horas semanais. Mesmo sendo uma quantidade de horas aceitável para serem cumpridas durante a semana. Muitas vezes ocorrem depois de uma dia normal de trabalho e em alguns casos podem levar o médico a trabalhar 36 horas seguidas.

Se comparado a outros países da América do Norte ou Europa, o Brasil ainda é um iniciante neste assunto. Principalmente se considerarmos artigos, estudos e o próprio interesse das instituições na saúde de seus médicos e por conseguinte, de seus pacientes.

Para o Pega Plantão, o bem estar dos médicos e a efetividade da gestão de escalas sempre foram prioridades. Por isso essa ferramenta de gestão de escalas médicas, conta com recursos que visam reduzir e em alguns casos, sanar tais problemas.

 

Limite de horas consecutivas trabalhadas

Avaliações realizadas  com residentes que dormiram menos de 4 horas de sono nas últimas 36 horas e também com os que dormiram mais de 4 horas, chegaram à conclusão que a abstinência de sono reduz o vigor, aumenta a fadiga, depressão e confusão mental.

Visando reduzir o desgaste causado pelo excesso de horas trabalhadas e pela privação do sono, o Pega Plantão criou o Alerta de horas consecutivas. O gestor poderá definir uma quantidade máxima de horas a serem trabalhadas pelos plantonistas. Isso significa que haverá um alerta sempre que o profissional ultrapassar esse limite. O gestor ainda pode até mesmo bloquear trocas e candidaturas que por ventura levem o plantonista a ultrapassar seu limite de horas consecutivas.

 

Limite de horas semanais trabalhadas

Na Inglaterra, em 1988, mesmo com a recomendação de limite de 80 horas semanais para trabalhos hospitalares, um médico apresentou problemas neurológicos e responsabilizou o hospital em que trabalhava. Ele culpou a jornada excessiva de trabalho e futuramente o hospital acatou a responsabilidade fazendo um acordo com o médico. [fonte]

Sabemos que a quantidade de horas trabalhadas semanalmente é um fator fundamental para o bem estar dos profissionais. Por isso o Pega Plantão implementou o Alerta de horas semanais. O hospital poderá definir um limite de horas semanais que um plantonista poderá fazer. Assim evitando a exaustão e garantindo que a escala de plantão sempre tenha profissionais dispostos e focados em seu trabalho.

 

Quantidade de plantões mensais

Estudo também apontam que se houver continuidade de meses de trabalho com jornadas diurnas normais somados a plantões intercalados, aumentam a incidência e agravam a mudança de estado de humor e até a amplificação da hostilidade e raiva.

Por este motivo o Pega Plantão permite que seus hospitais criem limites de plantões mensais  que um médico pode realizar. Dessa maneira, sempre que um plantonista estiver sobrecarregado ou passar este limite, os gestores serão alertados imediatamente caso haja um profissional com sobrecarga. Além de haver o alerta, o Pega Plantão apresenta também soluções rápidas e práticas para tais situações. Permitindo que o gestor anuncie ou mesmo gerencie a troca de plantões entre os profissionais.

 

Conclusão

Estamos em um momento onde discutir e aprimorar a qualidade de produtos e serviços é um foco constante. Porém, algumas áreas ainda podem ficar de lado, como é o caso da gestão de escalas. Basta notar as diversas instituições que investem fortemente em tecnologia. Ao passo que sua gestão de escalas é feita com papel, caneta e por troca de informações no boca a boca, que por muitas vezes ficam perdidas. Fica claro que a falta de investimento na gestão de plantões médicos podem trazer consequências catastróficas.

Devido a todos os riscos levantados anteriormente, o Pega Plantão  disponibiliza ferramentas e recursos que permitem uma ações preventivas por parte dos hospitais. Evitando assim, sobrecargas e aumentando a qualidade de vida dos profissionais. Garantindo não somente a efetividade da gestão de escalas, como também e talvez principalmente, sua qualidade.

 

Fonte: Os plantões médicos, o sono e a ritmicidade biológica

 

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