Com a abertura de novos cursos, qual será o destino da Medicina no país?

O Governo Federal anunciou no último dia 06 de março que irá tomar medidas para aumentar o número de médicos no território brasileiro. Tudo isso porque, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil conta apenas com 1,8 médicos para cada mil habitantes – número inferior ao de outros países latino-americanos. Com isso, os Ministérios da Educação e da Saúde querem aumentar o número de vagas para os estudantes de medicina.

A meta, segundo o ministro Aloizio Mercadante – que tem como intuito fazer com que os hospitais ajudem a melhorar o ensino da Medicina – é de ampliar a quantidade de médicos no país para 2,5 por mil habitantes até 2020.

Mesmo a iniciativa sendo embrionária, a proposta de aumentar o referencial de 1,8 para 2,5 médicos a partir de 2020, é, não somente, a de ampliar as vagas para o curso nas universidades federais, mas também a de fechar convênios com as estaduais e particulares que tenham bons cursos. O governo quer iniciar a ampliação das vagas já no segundo semestre. Uma das intenções do governo é de fazer ainda com que as faculdades e as residências médicas avancem para o interior – onde hoje há pouca presença de profissionais que tratam diretamente da saúde.

Representantes dos 27 Conselhos Regionais de Medicina informaram, através de nota, que são contra as medidas. Para as entidades, o problema da saúde brasileira não está no número de médicos, mas sim em sua má-distribuição pelo território nacional, o que dificulta o acesso ao atendimento e gera vazios assistenciais, inclusive nas periferias dos centros urbanos.

A posição dos Conselhos é clara; e espera-se que seja feita a implementação de políticas públicas – como a carreira de estado para o médico, bem como a fixação dos profissionais nas regiões que dificultam o acesso, oferecendo-lhes condições de trabalho, apoio de equipe multiprofissional, acesso à educação continuada, perspectiva de progressão funcional e remuneração adequada à responsabilidade e à dedicação exigidas, pois sem essas medidas, o Brasil não terá respostas que precisa e, pior, corre-se o sério risco de comprometer a qualidade do exercício da Medicina no país.

Sabe-se quem o Brasil tem excessos indesculpáveis de cursos superiores de determinadas áreas. A mais cobiçada é a de Medicina. Será mesmo necessária a abertura de novos cursos?

O que vocês acham?

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